POEMA LAGOA DO PIATÓ Ao amanhecer da aurora, ti via resplandecer, banhada pelo Rio Açu, de um vento frio à me aquecer. O canto dos passarinhos ouvia, era lindo o sabiá. Como podes tu, lagoa, na secura te afogar? Eis a seca braba, câncer lento a te matar; toda é a nossa culpa, queira nós o crime pagar. Ao sujar, te poluímos sem medida e cumprimento, e da chuva, privação, este é o merecimento. Quem eras tu e quem tu és, minha lagoa? Do verde e de ramados carnaubais, te assinalava. Tu, que alimentaste tantos quantos pescadores, hoje deixa a mendigar a quem padece em suas dores. Mas do céu, fazei chover, Jesus Cristo e São João. Vede a dor deste teu povo, que não tem água e nem pão, pois o que era o seu sustento se tornou foi um tormento, brasa, poeira e carvão. (SILVA, p.43, 2016) ...
Tállison Ferreira da Silva é formado em Filosofia (FAHS/RN). Especialista em História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena (UNINTER/PR) e Especialista em Salesianidade (UCDB/MT). Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação/UFRN. Professor, Escritor, Compositor e Poeta, natural de Assu(RN).