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Mostrando postagens de outubro, 2017

POEMAS DI-VERSOS

POEMA LAGOA DO PIATÓ Ao amanhecer da aurora, ti via resplandecer, banhada pelo Rio Açu, de um vento frio à me aquecer. O canto dos passarinhos ouvia, era lindo o sabiá. Como podes tu, lagoa, na secura te afogar? Eis a seca braba, câncer lento a te matar; toda é a nossa culpa,  queira nós o crime pagar. Ao sujar, te poluímos sem medida e cumprimento, e da chuva, privação, este é o merecimento. Quem eras tu e quem tu és, minha lagoa? Do verde e de ramados carnaubais, te assinalava. Tu, que alimentaste tantos quantos pescadores, hoje deixa a mendigar a quem padece  em suas dores. Mas do céu, fazei chover, Jesus Cristo e São João. Vede a dor deste teu povo, que não tem água e nem pão, pois o que era o seu sustento se tornou foi um tormento, brasa, poeira e carvão. (SILVA, p.43, 2016)                                         ...